Pessoal Vida em Geral

Ah, O Natal e o Fim do Ano…

Essa época do ano é especial para mim. Não sou religioso (também não sou ateu), e me considero uma pessoa espiritualizada. Respeito as convicções religiosas de cada um, desde que elas não preguem o ódio ao próximo (acreditem, bastante comum).

E o que danado estou eu fazendo, ao escrever um post sobre Natal e o fim do ano?

Natal é lindo. O fim do ano também.

Natal é uma época do ano, na região onde vivo (Nordeste do Brasil), onde as pessoas se amam mais. Elas sorriem mais, querem mais bem umas às outras e se ajudam (exceto nos centros comerciais).

Faço questão de falar a região onde estou porque outros lugares do mundo possuem outras culturas e o Natal é uma festa cristã. Temos a tendência de achar que isso é normal, mas o “normal” mesmo, se considerarmos a maioria das práticas religiosas, é a soma do islamismo, induísmo e budismo (mais de 45%) e pessoas sem religião (12%). Cristãos são menos de 30% da população mundial.

Talvez o espírito dessa época do ano, na região onde vivo, seja uma mistura de uma maioria cristã com o balanço de nossas vidas, feito geralmente em dezembro. É agora que as pessoas olham por cima dos seus ombros e enxergam o que fizeram por 12 meses.

É agora que as pessoas olham para o futuro e planejam (e desejam) o melhor. É agora que calculamos o saldo das nossas vidas e percebemos que o bem atrai o bem.

Se o Natal é uma festa religiosa? Que seja. Se é um momento onde todos confraternizam e exercitam o bem estar? Que seja também!

Se pensarmos direitinho, o dia primeiro de janeiro é igual a hoje, igual a ontem e igual à qualquer dia da semana passada. Tem 24 horas e pode chover ou não. Tanto o Natal quanto o ano novo e nosso calendário são, historicamente, convenções. E o que realmente importa?

O fim do ano não é nem um fim nem um início, mas uma continuação. Agora, imagine o que você pode fazer daqui por diante, com toda a experiência e maturidade que você tem hoje que, certamente, há um ano atrás, julgava inatingível?

Quando as pessoas miram no Natal e no 31 de dezembro, elas exercem o direito de sonhar com um futuro melhor. Elas são contaminadas por esse desejo e entendem, por um breve momento que seja, que um futuro melhor também depende delas, mesmo que inconscientemente.

Estarei sendo eu, ingênuo, ao pensar tudo isso?

Talvez.

Estarei eu sendo leviano? Improvável.

Eu gosto de acreditar, assim como Steven Pinker, que o mundo está ficando menos violento com o tempo. Eu gosto de acreditar que as pessoas estão mais amáveis, acessíveis e mais felizes. Nunca na história da humanidade a felicidade foi tão importante. As pessoas tem uma tendência de confundir a felicidade derivada de momentos efêmeros com a felicidade oriunda do existencialismo… não obstante, felicidade.

Cabe aqui uma nota explicativa: ser feliz é diferente de estar feliz. Enquanto a primeira emana do ser, da sua condição exercida e existencial, a segunda advém de momentos passageiros, usualmente associados a festas, baladas, abuso de substâncias, aquisição de bens materiais, jogos e outras atividades que estão geralmente associadas ao status, ascensão social ou, ultimamente, ao dinheiro.

A felicidade existencial, por outro lado, normalmente não custa nada. É chegar em casa para o abraço da prole ou da cara-metade; é ouvir um eu te amo; é contribuir para a evolução ou desenvolvimento do próximo sem esperar nada em troca; é ajudar alguém na rua; é a caridade… é tudo aquilo que traz felicidade como consequência de quem você tem sido: um bom pai / mãe / filho(a), um bom marido / esposa, um bom ser humano.

É óbvio que divertir-se eventualmente patrocinando momentos felizes é fantástico. A questão é focar nisso como motor de sua felicidade e viver de altos e baixos, afinal, a felicidade perene é a existencial.

Voltando para o Natal e o ano novo, vejo uma tendência dessa época do ano em exacerbar a felicidade existencial. Claro, muitos são contaminados pela pressão comercial e cedem ao momento, esquecendo de aproveitar o espírito de bondade dessa época.

Mas nem tudo está perdido. Até meados do ano passado, o ato de abraçar para mim era um tabu. Emocionar-me, idem. De fato, demonstrações de emoção,  principalmente públicas, eram terreno proibido. Hoje, percebo que a empatia demanda aproximação e não existe caminho mais curto para ela do que demonstrar carinho e bem querer.

Por causa disso, minha vida mudou substancialmente para melhor e tenho certeza de que este natal e ano novo serão bem diferentes. Sinto-me mais próximo das pessoas. Consigo enxergá-las melhor e agradeço ao universo por não ter mais receio de me aproximar!

Para quem não está entendendo nada e nem onde quero chegar… Pense nessa época do ano como, talvez, um empurrão cósmico. Uma brisa de bons fluidos que começa a soprar nas suas velas existenciais, permitindo que você ajuste seu rumo em direção à positividade… em direção ao bem querer, em direção à um “ser” de bondade, de ajuda ao próximo e de caridade… em direção à sua evolução.

Você tem cerca de quinze dias para testar a minha teoria, aproveitar o momento e ver se gosta. Se valer a pena, quem sabe… 2018 em diante será maravilhosamente fantástico!

Um forte abraço e meu mais puro desejo de transformação positiva e bondade! Feliz Natal e um excelente ano novo!

O que você teria feito há um ano se soubesse ser impossível dar errado?