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Oi Ego, Prazer!

Quando eu tinha meus vinte e poucos anos, o sentimento de achar que sabia de alguma coisa me visitava com frequência.

Mas a minha reação a ele era curiosa.

Eu achava que sabia mais do que a maioria.

Perceba o que esse pensamento representa.

Eu não achava que sabia demais. Não achava que sabia de tudo. Ah, eu não tinha essa “pretensão”!

“Existem dois tipos de egoístas. Aqueles que admitem e aqueles que não.”

Laurence Peter

O que eu fazia era muito pior.

Eu comparava.

Eu achava que era melhor do que a maioria. Que estava acima de algumas pessoas ou grupos. Não me achava o melhor, só o melhor dentro daqueles que me incomodavam.

E ainda me considerava “humilde” por pensar assim.

Ego, ego, ego.

Este “certo” (o meu) contra aquele “errado”. Esta realidade (a minha) contra aquele engano. A minha percepção factual (obviamente) contra aquelas opiniões.

Essa, basicamente, é a relação direta que existe entre ego e aprendizado.

De fato, quanto maior o ego, maior a resistência ao aprendizado. Portanto, por maior que seja o conhecimento de alguém em um dado momento, a única constante que temos no universo é a mudança… e se tudo muda, o que se sabe perde o valor se não sofrer manutenção.

Sim, o conhecimento evolui também. Tudo se transforma e se não evoluímos juntos, se não nos transformamos, atrofiamos.

Eu me dei conta de que não sei de nada há mais de quinze anos. Mas isso trazia um sentimento desagradável. O ego tentando sobreviver, fazendo de tudo para manter a sua (por que não dizer, “a minha”) existência!

Apenas recentemente eu consegui compreender algo fundamental. A oportunidade por trás do não saber.

Hoje, eu percebo essa situação como um pintor diante de uma tela limpa… um artesão diante de um motor e alguns quilos de barro.

Ele olha para as suas mãos e para as tintas… para o canvas, para o barro, pensa e sente que tem a liberdade de construir.

Tem a liberdade moldada por sua capacidade de sonhar.

Talvez um pouco de pretensão em achar ser um artista, mas todos temos esse potencial dentro de nós.

Aprender e desenvolver-se é mais ou menos a mesma coisa.

Sentir no fundo do peito que nada sei, hoje me traz uma percepção… uma sensação totalmente diferente.

E isso é maravilhoso! É gostoso… é perceber um universo de possibilidades… tantas estradas para trilhar, tantos caminhos para percorrer, tantas coisas para pensar, ser, fazer… tanta gente para conhecer, conversar, aprender!

Aprender… Às vezes, dá um friozinho na barriga. Eu já olhei para o caminho que fiz e cheguei a pensar… “nossa, perdi muito tempo com isso ou aquilo”…

Mas quem eu sou hoje não é perda de tempo.

Da unha encravada que eu tive há trinta anos até o livro que li essa semana trouxeram pedaços da minha existência.

Os eventos desde o meu nascimento até a última conversa que tive numa mesa de bar me trouxeram um enriquecimento gigantesco.

Às vezes, uma frase ouvida destrava todo um caminho de evolução… como uma represa que se abre, formando novamente um rio caudaloso extenso, trazendo vida por onde passa.

É exatamente assim que me sinto precisamente neste momento.

Com a sensação de que o presente é repleto de oportunidades e a matriz de um futuro extraordinário!



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