Vida em Geral

Conclusão(*)

Já me perguntaram o que um escritor sente quando se coloca em páginas.

Me perguntaram também o que eu senti ao finalizar um livro.

Estou sentindo algo tão bom dentro de mim…

Talvez o efeito da dopamina, preenchendo meu ser com a sensação de dever cumprido.

Quase um êxtase contido, uma representação livre, mas ao mesmo tempo racional de uma vitória evolutiva.

Uma percepção quase atemporal, um desejo singular de preencher tantas lacunas com vida…

Vida presente em cada palavra escrita, em cada correção, em cada reescrita. Desejo ardente de ajudar, se é que isso existe.

Eu vejo a mudança em mim ao longo de mais de um ano de confissões, de vulnerabilidades e de eventuais vergonhas.

Uma jornada de descoberta. Isso mesmo, descobrir, como quem tira um véu de cima de tamanha necessidade de crescer.

O ponto final foi dado hoje(*). Sentimento de entrega, de completitude. Só o sentimento, eu sei… Tenho apenas a minha perspectiva para avaliar.

Mas para quem entendeu que a imperfeição é um traço natural da evolução, a perfeição se tornou irrelevante..

Que esse filho ajude alguém que seja. Que ele tenha vida própria e participe das reflexões alheias.


(*) A conclusão se deu no dia 31 de dezembro de 2018 mas, por algum motivo, esqueci de publicar esse texto no blog.

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