Pensamentos Com Vida Própria Pessoal

Amor de Verdade

Acordei 4:53. Babado. Com sono.

Perdido.

Pés arrastados pra fora da cama, mas cuidadosamente sobre os dela… Para não acordá-la.

Olho para aquela pessoa embrulhada que parece mais um sushi.

Ressonando numa paz…

Carinho.

Amor.

Querer bem.

Pego meu celular, saio do quarto, vou pra sala meditar.

Eu fecho os olhos… e o que aparecem são lembranças.

São momentos bons, agradáveis.

Passado distante. Desejo presente.

Futuro inexistente.

Uma emoção ensaia sair, derruba uma lágrima ou duas e volta. Sinto o cheiro do mar que não está tão distante.

Amor de sobra não mantém um casal, penso. Mas que merda, hein?

Calma. Não, não é isso.

Sinto.

Aprendo.

Dói. Dói muito.

Não foi isso que me mostraram em histórias de amor, em filmes, na literatura e na lógica irrefutável de pouco tempo atrás…

Afinal, o amor poderia tudo, não é?

Terminei aprendendo diferente.

E aprender isso foi um desafio dos maiores, contra tantas e tantas crenças.

Quando o amor é suficiente, há compreensão do ser no outro.

Quando o amor é o bastante, compreendemos que é possível amar alguém e deixar seguir.

Ele vai além da posse.

Além do querer.

Ele é suficiente para chegar na aceitação e na compreensão…

No desejar, do fundo da alma, que o outro ser floresça e siga.

Desejo mútuo, por compreender que as diferenças que não permitem a convivência como casal são a semente para tantas outras coisas.

É como costumo dizer… tá tudo bem.

Aliás, tudo deveria estar bem.

Estará, em breve.

Liberdade acima de quê? De amor?

Não.

Amor que dá liberdade.

Não disseram que amor de verdade liberta?

Isso eu aprendi. Aprendi ao dar e agradeço pela liberdade. <3

Uma reciprocidade linda.

Em suas palavras:

“Sabemos quem somos quando
finalizamos um ciclo com alguém…
E nos vejo finalizando repletos de amor.
Isso pra mim é tudo.”

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