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“O que eu estou fazendo aqui” – pensou.

Olhou para os lados e percebeu emoções à flor da pele, assim como as suas.

Transbordo quase incontrolável de sentimentos.

Viu olhares, lábios comprimidos em apreensão.

Rostos marcados pelo coração que bate forte, pelo medo.

“Será que eu quero isso para mim?”

Dúvidas.

Arrepios.

Dor de barriga.

“Não consigo. Impossível.”

Percebeu que aquela sopa de emoções tomava conta de si e de todos.

Travas. Barreiras.

Começou a notar ritmos distintos, maiores e menores poderes… gente diferente.

Pessoas… personalidades e individualidades.

“Como podemos ser tão diferentes? Isso não dará certo, não com tantas crenças estranhas amarradas a mim.”

E, como em um passe de mágica… como em metrônomos que entram em ressonância, tudo começou a mudar.

Aos poucos. Devagar, quase imperceptivelmente.

Sutileza, diante de uma vivência nada sutil… diante de provocações constantes, diante de tantos estímulos quanto um ser humano é capaz de suportar.

Surpresas.

Exaustão.

Indignação.

Lágrimas.

Aprendizado.

Mas a mente tem essa característica linda de fazer o corpo prosseguir.

E o ser humano segue.

Persevera.

Adiante, a realidade se forja.

Mais à frente, os impossíveis começam a ser substituídos pelo momento presente, uma celebração da capacidade humana de criar.

“Começo a ver quem sou, verdadeiramente.”

“Começo a ver quem são, no fundo…” – pensa.

E os metrônomos das vidas alheias se alinham.

A confiança surge.

A confiança a partir do respeito, construído em cima da diversidade.

“Somos tão iguais em nossas diferenças…”

E tão capazes de tudo em nome dessa diversidade, uma mistura sábia e ilimitada.

Empatia surge em um crescente sem limites… sem restrições.

Um grito primal, do fundo da alma, põe para fora todo o lixo carregado por décadas.

Agora, está claro o que me prende. Agora, no momento presente, identifico todas as crenças que me seguram e imagino um futuro de realizações.

Volto a sonhar. Aconteceu!

O ser humano olha para o seu sonho, no fim de uma caminhada que deixou de ser impossível e passou a ser um desafio.

O impossível vai perdendo o sentido… e transformando-se no motor da mudança. A dor vira estímulo de superação, a constatação de que ela passou a ser aliada.

Quando a mudança ocorre, temos uma segunda certeza, além da perenidade.

Somos adestrados a ter escolhas.

Mas mudança traz oportunidade de criar.

Traz o novo… e a chance de criar escolhas.

Ao ter escolhas entregues, temos a falsa sensação de liberdade inserida no ato de escolher…

Talvez a liberdade more no ato de criar.

Criar a si a partir de quem se é.

E quando finalmente percebe que o ser sai com força irrepreensível, a realidade vira um alvo móvel.

Uma nova identidade surge… uma identidade de impossíveis e “não consigos” deixados para trás, uma identidade capaz.

As dúvidas, os arrepios e a ansiedade não existem mais.

Por mais flechas que sejam atiradas, eu sobreviverei.

Agora, o que existe é o mais puro exemplo de ser humano:

Adaptação e superação.

Em um ato final de composição da alma, o ser humano bate no peito e grita: eu sou!

Naquela tarde de domingo, ao pôr do sol, sente-se sincronismo e ressonância.

Que sensação maravilhosa.

Sinto-me livre, voando para longe, como uma gaivota que conquistou a habilidade de voar mais alto.

É quase possível pegar nas mãos o sentimento de plenitude.

Cooperação.

Ele vê pessoas que fazem parte de si e vê a si em tantos…

O extraordinário… ah, esse é um destino coletivo.

O que será isso tudo, se não o próprio ato de viver plenamente?

O que é isso tudo afinal, se não aprender e viver?

 


O texto acima é a minha homenagem as pessoas que decidiram fazer o impossível acontecer e criam novas realidades para si, todos os dias.