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A Vida dos Algoritmos

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Muitos de vocês talvez estejam ouvindo / vendo essa palavra pela primeira vez.

O que não sabe é a importância deste conceito em sua vida, hoje.

E nem se dá conta.

Você já deve ter ouvido os termos “aprendizado de máquina” (machine learning ou, simplesmente, ML) e “inteligência artificial” (IA) ou, do inglês, artificial intelligence (AI).

Algo que parece saído de um filme de ficção científica e muito distante. Vem comigo, prometo que será um texto acessível e sem tecniquês.

Vou soltar algumas definições bem simplistas aqui pra nivelar a questão.

Algoritmo é um roteiro; um script, uma receita se preferir, que diz à máquina o que fazer com algo… normalmente se tem um dado a ser tratado e essa receita diz ao computador o que fazer com o dado, fornecendo uma saída, ou “dado” tratado, informação ou, simplesmente, resultado.

Aprendizado de máquina significa a capacidade de uma máquina (ex. computador) de aprender diante de uma massa de dados. Quanto mais dados e de melhor qualidade, melhor o aprendizado.

Inteligência artificial é a capacidade da máquina de reescrever o próprio algoritmo, alterando o resultado, normalmente tomando como insumo o aprendizado de máquina.

Hoje, temos algortitmos tão sofisticados que conseguem aliar aprendizado de máquina com inteligência artificial em inúmeras aplicações do dia a dia, do reconhecimento de fotos, áudio, vídeo, leitura de placas por câmeras de trânsito até análises estatísticas de eventos do passado permitindo uma predição do futuro próximo como, por exemplo, na compra ou venda de ações.

É através dessa tecnologia que existe algo hoje em dia como reconhecimento facial e reconhecimento de padrões invisíveis aos olhos dos seres humanos.

Sim, em certos casos, a máquina pode saber mais sobre a gente, nosso comportamento, do que nós mesmos.

E onde nós entramos nessa equação?

Exatamente tudo que gera dado comportamental pode ser potancialmente usado (e é) para verificar padrões de escolhas.

Então, quando usa um smartwatch, um celular, um computador, tudo que você faz é computado. É usado como dado para que a máquina aprenda e consiga definir, para você em específico, o seu padrão comportamental… que é vendido para empresas que desejam saber como nos comportamos.

Quando compra algo online, ou até mesmo enche um carrinho de compras virtual e não compra nada, o algoritmo de aprendizado de máquina e de inteligência artificial está lá, analisando cada movimento e escolha sua.

Baseado nisso, consegue saber, com uma precisão assustadora, qual o seu próximo passo e… com isso em mãos, oferecer algo que seja psicologicamente atrativo.

Agora você sabe porque seu feed no instagram age de um jeito supostamente “inexplicável”, porque a opção de pesquisa de uma hora para outra começa a mostrar fotos de gatos, cachorros, bundas ou peitorais, da mesma forma que os anúncios no Google repentinamente passaram a oferecer lojas onde vendem-se máscaras, álcool em gel ou como o Youtube e o Netflix recomendam vídeos e filmes.

Há erros?

Certamente.

Diria até que os algoritmos amplificam os erros que nós mesmos cometemos, como seres humanos imperfeitos.

A pergunta fundamental aqui é: você já tomou uma decisão baseado no que foi mostrado a você?

Já comprou algo, assistiu, curtiu, seguiu ou comportou-se de qualquer forma que seja, baseado naquilo com o que interagiu?

A resposta provavelmente é sim e… já deve ter concluído que foi influenciado por um algoritmo, uma estratégia, em boa parte, artificial, mas que foi, ultimamamente, fundamentada em suas ações e nas ações de um agente externo (ser humano que criou o algoritmo inicial).

Aonde quero chegar com essa argumentação?

Já escrevi “filosoficamente” sobre isso no passado, mas agora a minha intenção é apenas trazer um pouco de bom senso à mesa.

Envolva-se, pois trata-se de um tema que faz parte da sua vida, intimamente. Ainda, sua vida faz parte disso.

Se sabemos por fato que somos imperfeitos, não estaríamos colocando muito em jogo ao realizar essa amplificação da imprefeição?

Não sei.

É uma pergunta legítima da minha parte.

Volto a trazer à tona algo que coloco no meu livro, já postei nas redes sociais e fiz presente em alguns textos anteriores:

Você acha que ter escolhas é ter liberdade?

Se as suas supostas opções
fossem escolhidas para você,
ainda acharia ser liberdade
o ato de escolher?

 

Qual o conceito de opção que você tem? Aquelas criadas pelos outros, atendendo à necessidades alheias ou você já se deu conta que também pode criar opções e, eventualmente, escolhas?

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